Arquivo do mês: novembro 2012

Floral

Nossa conversa é a semente
Do romantismo renascido:
Frios na barriga,
Calores abaixo.

Vem, planta comigo!
Vamos chover sorrisos
E mil beijos molhados
No deserto das dúvidas.

Não sou nada seu a essa altura;
Mas, se sinto que posso ser,
Quero tentar ser desde já,
Até o fim.

>> O poema recitado por mim pode ser ouvido aqui.

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Amor Líquido

Prezada doutora,
Que posso fazer
Para curar grave
Atrofia cardíaca?

Fui digitalizado:
Só registro zeros e uns
Compro facilidades,
Vendo facilmente…

“Esqueça os fatos,
Jogue os dados,
Dê reboot em sua fé
Nas quatro letras.

Aceite o risco de ser
Meio louco,
Menos feliz,
Mais humano.”

>> Escrevi esse poema com a obra homônima de Zygmunt Bauman em mente: “Amor Líquido“. A imagem que aqui uso também foi tirada da linda capa do livro de Bauman. Ainda me inspirei em post que escrevi para o blog do grupo de estudos Sociotramas, que integro: “Supermercados de gente“, também baseado no livro de Bauman. Recito o poema aqui.

Temporal

Isso que nós temos,
Temo.
Tempo.

Se tem que durar,
Deve durar.
Vai?

– – –
Trecho de poema que compus alguns anos atrás, publicado no livro “Homens de Saia“.