Arquivo do mês: abril 2013

Emergência

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De repente, encontrei esta doutora.
Veste branco, olhar sério… Nem imagina.
Seu sorriso sopra: mulher-menina!
Vacina os sentidos, me revigora.

Carinhos febris afastam a cortina
De nossos plantões sem pudor — nem hora!
Prova da minha poesia agora,
Que já bebo da tua medicina.

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Você pode ouvir o poema que escrevi recitado aqui, por mim.

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A menina e o sorvete

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Sorvetão — O mais gigante!
Você vai ser todo meu!
Já sonhei contigo antes
E a mamãe me prometeu.

Ai! Meu dente, seu danado!
Vou falar com o meu papai.
Fique já bem comportado,
Que a minha colher quer mais.

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Você pode ouvir o poema que escrevi recitado aqui, por mim.

Restante

restante

 

 

 

 

De nós, restam esses signos úmidos
De carbono.

Rememórias diluídas
De nossa química vencida.

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Poema escrito por mim em torno do ano 2000 e mostrado originalmente no livro “Homens de Saia“, que Lucia Judice e eu publicamos em 2009.

Amor de texto

amordetexto

 

 

 

 


Sozinhos, completos; mas, também, menos.
Se unidos em toque, queimamos plenos.
Carta ou bilhete, por meio de nós,
A intimidade da vida tem voz.

O princípio da criação é nosso:
Cada traço ou verso — contigo, posso.
Declaro-nos, pois, caneta e papel!
Juntos, damos à luz um amor fiel.

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Para ouvir o poema recitado por mim, visite aqui.

Mentira

mentira
A lama de uma mentira
Talhada, falada, ouvida
Uma hora, seca e vira
Areia no olhar da vida.

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Para ouvir a trova recitada por mim, visite aqui.