Arquivo do mês: junho 2015

Faminta

Faminta1

Temos incomum fome;
Temos, em comum, fome
E sede demais.

Nosso cardápio é o mais simples
Nosso paladar, tão imaturo…
Nunca superamos a fase oral.

Mestra intuitiva da íntima gula,
Mostra ser devoradora nata:
Nada deixa de fora.

Por ora espectador fascinado,
Seguro os seus cabelos
E morro de novo.

– – –
Você pode ouvir o poema recitado aqui, por mim.

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