Purgatório

purgatorium

Não me deixa, por favor
Quando eu me basto é tão triste!
Resta-me o vício da dor
Se você fizer que insiste.

Sombra — velha companhia
Mas, parceira que não é;
Injeta noite no dia
Enforca o pouco de fé

No que parimos nós dois
Quatro letras renascidas:
Nosso antes quer depois
E muito além desta vida.

– – –
Você pode ouvir o poema recitado aqui, por mim.

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