Made in Taiwan (Remade in Brazil)

MadeinTaiwan

Criado por e disponível em phoenixlu.deviantart.com

A maiden of Asia, but far from there
Throws iced petals none would dare
To touch or simply look at them:
The frost queen can freeze most men.

I yearn to face your cold illusion
With honest words — a dashing intrusion
Inside your flesh, this flame will dwell!
You are to be my warmest spell.

But he or she… The same, these days
“A social construct”, is what they say
Such lie is scorched with us in bed
That’s when biology roars and shreds.

From there, rude truths burn finally free
We simply know what we are to be
Your blood cries: the puzzle is gone
Man and woman, two pieces made one.

I fiercely draw a female from you
And paint it with our natural brews
The art of life — in many small deaths!
Ex-damsel born from our shared breaths.

– – –
Você pode ouvir o poema recitado aqui, por mim.

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Volta às aulas

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Poxa, pessoal…
Para vocês, meses de férias;
Mas, pensaram em mim?

Fiquei assim: abandonada.
Eu e minhas pedras frias,
Em semanas demais só de silêncio.

Dentro de meu vazio existencial,
Muitas cadeiras — todas órfãs
De cada um de vocês.

Ah! Vozes, risos e calor…
Até da bagunça sinto falta!
E dos desenhos engraçados
No meu rosto verde-escuro.

Então, venham. Voltem logo!
Minha vida só faz sentido
Com vocês aqui dentro:
É o que sei do amor.

– – –
Você também pode ouvir o poema recitado aqui, por mim.

2015

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O ano que vai
Já virou espelho:
Mil marcas mentais,
E uns cortes vermelhos

Calendários, fora

Mas, promessas, dentro
De dois mil e quinze:
“Requentado centro
De vida… Não acinze!”

As taças, ao alto

Se acaso não der
Pra sair daí,
Colora seu ser
Com o melhor de si

Feliz ano novo!

Ponto de virada

"Suddenly Silent", de Blake Crasher

“Suddenly Silent”, de Blake Brasher

Os nossos retratos de margarina,
De um tempo ainda sem volta — tão breve ida,
Põem lágrimas salgadas derretidas
Em pedaços de amor, delícia fina.

Doença: cruel ponto de virada
Na história que contávamos em dois
Um corte! De romance a drama, pois;
Quisera devorar sua dor, amada…

Escorre outra memória cristalina
Nos lábios meus — e a voz, enfurecida,
Decide não protestar contra a vida
Enfrenta a morte: “Sai daqui, assassina!”

O que mais quero é ver você curada
De resto, qualquer tudo vale nada.

– – –
Você também pode ouvir o poema recitado aqui, por mim.

Gênesis

Genesis

Nossos olhos conversam por vias
Ignoradas por todos os outros:
Somos o dialeto da melancolia flamejante.

Dois pares de pequenos universos castanhos
Pulsantes em doçura e desejo entre si,
Eretos no silêncio intenso
De uma paixão ruinosa,
A mais irresistível.

Você me faz criar coisas lindas
Inclusive, cada beijo nosso
(E estes versos).

– – –
Você pode ouvir o poema recitado por mim aqui.

Segredo de dois

Nossa música sussurra:
Há algo a ser vivido,
Lembranças a serem guardadas.

É tão singular, tão intenso,
Que nasce pronto
Para morrer.

Ignora a busca por felicidade
Com gosto de sangue nos lábios
E um sorriso no rosto.

Inunda corpos de fogo,
Afoga resquícios de culpa,
Faz lembrar: somos humanos.

– – –
Você pode ouvir o poema recitado aqui, por mim.

Obra-prima

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Rainy Love, de Leonid Afremov

Conheci raras vampiras honestas
Além das sugadoras mais coerentes;
Também cruzei com donzelas várias
Desde as, tão somente, insípidas
Até as mais perigosas:
Secretamente, (ex-)vampiras.

Então, tu.

Em ti, não preciso abandonar-me
(Mas parte de mim quer)
Meu sal, meu ser — meu sangue.
As quatro letras rubras da vida
Serão nossa obra-prima:
Compartilhamos muito,
E cada vez mais.

– – –
Você pode ouvir o poema recitado por mim aqui.

Ela

ela

Tanta falta de ti, pequena…
Contigo, sou outro muito:
Menos de mim,
Mais do mundo.

Sua companhia aquece
Com as luzes generosas
De um saber ímpar,
Incansável e leal.

Faz-me crer em perfeição
E nos melhores excessos
Nascidos da simplicidade
De um par de números.

Você tanto sabe,
Mas nem imagina:
Resetou minha vida!

Meu amor é
Uma máquina.

Fruta-flor

frutaflor

Em oásis de papel, poema e prosa
Mergulho no vapor que nunca gela
Palavras e você: vida gostosa!
O resto, rasgo — ou apago dessa tela

No mundo das esquinas espinhosas,
Tropeço fascinado em tantas delas…
Três décadas e meia a cheirar rosas!
Que a fruta favorita é a flor mais bela.

– – –
Você pode ouvir o poema recitado aqui, por mim.

Entre amigas

entreamigas

É que você, jovem amiga,
Hoje sorri e esnoba tudo
Daí, do topo do mundo
Amanhã… Amor? Amargura

Até balzaquear, escolhe o carrossel
Devora fartura de mediocridade
E, com uma fome infantil,
Brinca na gangorra dos ponteiros

De repente, “surpresa”: está seca!
Cabelos e coração; fé e fertilidade
Não reconhece mais bondade
Nem virtude verdadeira

Aí, só lhe resta tentar
Reescrever regras
Revoltar-se mais
Recrutar outras

E repetir erros
Até o
Fim.

– – –
Você pode ouvir a prosa poética recitada aqui, por mim.